Acervo: exemplo - CENPEC

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Acervo: exemplo

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Cinco especialistas do CENPEC discutem o crime que vitimou 10 pessoas e analisam como as políticas educacionais podem contribuir para enfrentar a violência 

POR JOÃO MARINHO | 18/03/2019

Na manhã da última quarta-feira (13/03), o País foi abalado com a notícia do ataque realizado por Luiz Henrique de Castro, 25 anos, e Guilherme Taucci Monteiro, 17 anos, à Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), depois de um meticuloso planejamento que durou cerca de 1 ano e meio. 

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Ao todo, o crime deixou 10 vítimas, incluindo Guilherme e Luiz Henrique. Também foram mortos: Kaio Lucas da Costa Limeira, Cleiton Antônio Ribeiro, Caio Oliveira, Samuel Melchiades Silva de Oliveira e Douglas Murilo Celestino, todos com idades entre 15 e 17 anos; a coordenadora pedagógica Marilena Ferreira Vieira Umezo; a inspetora Eliana Regina de Oliveira; e o tio de Guilherme, Jorge Antônio Moraes, baleado minutos antes, em uma locadora de carros.

Ação e reações

Ao longo da última semana, fatos e histórias relacionados ao crime têm sido descobertos e noticiados pela imprensa. Sabe-se, por exemplo, que tanto Guilherme quanto Luiz Henrique eram ex-alunos da escola. Sabe-se que Guilherme, que a abandonou no ano passado provavelmente devido ao bullying, foi criado pelos avós, e que sua mãe, Tatiana Tucci, luta contra a dependência química. Sabe-se que os dois jovens eram fãs de videogames e gostavam de jogos violentos. Que frequentavam a chamada deep web, a área sombria e frequentemente ilegal da rede, onde participavam de fóruns virtuais, nos quais receberam ajuda e orientação para planejarem o atentado.

Em meio a tantos detalhes, o esforço da mídia e da sociedade como um todo tem sido o de buscar  relações de causa e efeito entre eles. Mas isso tem riscos. O primeiro é que as investigações estão em andamento e, até terminarem, não se pode ter plena clareza clareza das motivações do crime.

O segundo risco é o de reforçar estereótipos, que não necessariamente dão conta do anseio de “encontrar culpados”. Será o videogame o vilão? As questões familiares de Guilherme desempenharam algum papel? A deep web, em si mesma, é um risco? O bullying foi o fator primordial? Foi a soma de todos eles? Havia problemas psicológicos?

Infelizmente, a violência é um marcador comum à juventude do século XXI, muito mais que nas gerações anteriores. É uma geração que conhece a morte dos seus pais, que tem medo da morte iminente e violenta, especialmente os mais vulneráveis. No entanto, essa vulnerabilidade nem sempre é apenas social: pode ser afetiva. É preciso combater a sociabilidade violenta que engendramos.”

Marília Rovaron

De igual forma, as reações têm sido destoantes, especialmente as de representantes do poder público. Há quem defenda mudar a arquitetura das escolas, instalar medidas adicionais de segurança e até armar os professores. Para o senador Major Olímpio (PSL-SP), que também comentou sobre a redução da maioridade penal, se professores estivessem armados, a tragédia seria evitada. Seu colega de bancada, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), acredita que armas fazem tão mal quanto um carro.

Já o secretário estadual de Educação de São Paulo, Rossieli Soares, foi taxativo:

Não acho que mais armas resolverão nossos problemas. Colocar arma na mão do professor pode ter determinada reação e muitas vezes nem sempre a melhor reação”.

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